Entrei na sala, e estava um silêncio ensurdecedor, olho em
meu redor, e a sala aparentava estar vazia, quando olho para um dos cantos da
sala e o vejo, no chão encostado a parede pernas encolhidas e com a cabeça
entre elas, os braços tapando a cara, e aos soluços…
Vou na sua direcção, muito calmamente, como forma de o alertar que estava a
caminho, e percebendo se queria a minha companhia… Apercebi-me que ele não se
importara, então avencei até chegar ao pé dele.
Quando lhe meto a mão sobre o ombro, ele olhara para mim com um olhar tão
desesperado, era como se ele me pedi-se para o ajudar, para o tirara dali…
Vi que por sua cabeça passara variadíssimos pensamentos, todos eles nada
reconfortantes!
Mas, ainda em silêncio aquele olhar que ele me mostrar outrora, provocara um
grande desassossego em mim… Pois parecera um pedido de ajuda desesperado…
Eu tentara o ajudar, mas o silêncio parecera-me as melhores palavras naquele
preciso momento.
Ele voltara a olhar para mim, desta vez um pouco mais reconfortado, mas ainda
com seu olhar sobre pequeníssimas gotas que outrora deixara cair.
Seus soluços acabara por passar, mas suas lágrimas continuara caindo, cada vez
mais e cada vez com mais sentimento…
Ele olhara novamente para mim e abraçara-me, seu abraço parecera-me bastante
forte para um rapaz como ele.
Sem duvida aquilo era uma maneira desesperada de pedir ajuda… Tendo eu entendido
seus sinais, pelas mão peguei-lhe, e levara para um outro local, longe o suficiente
daquelas 4 paredes, paredes que outrora lhe provocara sofrimento!
Eu tentara perceber a razão, de tal sofrimento.
Até que ele olhara para o chão e chorando intensamente, suspirou
Eu perguntara, que se passara em àquelas quatro paredes de tão errado, que
provocara um desespero infundo em seu olhar… Ele olhara para mim e fechou seus
olhos encharcados de lágrimas e se pousou em meus braços, eu achara por bem o
consolar!
Mas já sem ideia e bastante preocupada com seu estado, perguntara pela ultima
vez qual a razão de tal infelicidade…
Depois de um pequeno, mas doloroso silêncio, ele confessara estar farto da
vida.
Eu respondera :” estas farto de algo tão belo?”
Quando ele olhara para mim e me dissera : “ Algo pela qual nos lutamos e no fim
de tudo paramos todos no mesmo sitio?”
Depois de sua resposta eu respondera: “ Não nos interessa o sitio de onde
nascemos nem onde vamos morrer o que interessa é o caminho pelo qual a nossas
escolhas são postas a prova, por certo algo de muito grava se passou contigo,
mas também por certo não é algo impossível de resolver”
Com minha resposta ele parara de chorar e me olhara com um olhar desta vês de
agradecimento.
Ele abraçara-me com força e me agradecera pelas palavras e curiosamente pelo
silêncio.
Vi que ele estava bem mais calmo e senti-me como se tivesse comprido um dever!
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